Esta era a dúvida que tínhamos sobre qual bicho teria mais espaço na mídia mineira no dia seguinte. A vitória cruzeirense ou o “macaco”, substantivo comum que pode adquirir conotações preconceituosas dependendo da entonação do momento. E num é que deu macaco mesmo!? Isso porque o jogador argentino do Grêmio, Maxi Lopes, foi acusado pelo jogador cruzeirense, ElíCarlos, de o tê-lo chamado de macaco, após uma jogada dura no rolar da partida que terminou com uma bela vitória cruzeirense por 3 a 1, diante de mais de 50 mil torcedores no Mineirão em jogo válido pela semifinal da Taça Libertadores da América. A equipe de esportes do CVNATV entrou em campo na quinta (25/06) para assistir e analisar como os programas esportivos de Minas Gerais abordariam a repercussão desse grande jogo de quarta-feira (24/06) e ainda as principais notícias do dia esportivo.
O que nós, Alisson, Renato e Felipe, integrantes da turma de jornalismo 2009 da UFSJ, vimos na tv através dos programas Minas Esporte (BAND MINAS), Alterosa Esporte (SBT) e Globo Esporte (Globo Minas), respectivamente, será aqui brevemente comentado. O Alterosa Esporte, apresentado pelo jornalista DIPLOMADO na UFJF, Leopoldo Siqueira e que vai ao ar a partir de 12:15hs, destacou logo na abertura a polêmica entre os dois jogadores, o clima antes do jogo e ainda a venda do zagueiro atleticano Leandro Almeida para o Dynamo da Ucrânia e os preparativos da seleção para o jogo contra a África do Sul pelas semifinais da Copa das Confederações. O Globo Esporte, exibido ao 12:50hs, apresentado pela simpática jornalista DIPLOMADA Letícia Renna, também enfocou em sua escalada de abertura a vitória cruzeirense, as polêmicas do jogo, a venda do zagueiro atleticano e o jogo do Brasil. Já no bem informal Minas Esporte, que vai ao ar às 13:20hs ancorado pela apresentadora, repórter e “marqueteira” Dimara Oliveira, que também é DIPLOMADA, a abertura do programa foi bem simples e rápida, focando o jogo do Cruzeiro e suas polêmicas e a venda do zagueiro atleticano. Nada de seleção brasileira...que isso...
Nos três programas analisados, claro, por serem mineiros e pelo grau de importância de uma semifinal de Libertadores, a maior parte do tempo só se falou do Cruzeiro, ainda mais que o Atlético, líder do Brasileirão 2009, não jogou no meio da semana. Alterosa e Globo Esporte distribuíram o tempo para os destaques de suas edições de maneira bem parecida, diferenciando-se somente no linguajar de seus apresentadores e comentaristas. Na Alterosa muito humor e informalidade, na Globo muita técnica e agilidade e na Band, muitas propagandas em meio aos assuntos dentro do programa, isso sem contar que nem falaram do jogo do Brasil e ainda por cima deram muito espaço para declarações de Aécio Neves sobre a polêmica do “macaco”, o que acabou deixando no ar a intenção de se fazer politicagem e sensacionalismo. Claro, se a indignação do governador e dos comentaristas foram reais, muito bom, pois no futebol, na mídia e na vida não pode haver mais espaço para macaquices de raposas políticas.
terça-feira, 30 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
STF e o diploma de jornalista: Oito contra 80 mil

O STF suspendeu,na última quarta-feira,17,a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. A decisão foi tomada por oito votos a um,sendo que,o único voto contrário, partiu do Ministro Marco Aurélio Mello. "Penso que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize sua atividade profissional,que repercute na vida do cidadão em geral",argumentou Mello.
Segundo Beth Costa,Presidente da Federação Nacional de Jornalistas,o principal argumento, entre os tantos que se pode levantar para a exigência do diploma de curso de graduação de nível superior para o exercício profissional do jornalismo, é o de que a sociedade precisa, tem direito à informação de qualidade, ética, democrática. Informação esta que depende, também, de uma prática profissional igualmente qualificada e baseada em preceitos éticos e democráticos. E uma das formas de se preparar, de se formar jornalistas capazes a desenvolver tal prática é através de um curso superior de graduação em jornalismo.Por isso, de todos os argumentos contrários a esta exigência, o que culpa a regulamentação profissional e o diploma em jornalismo pela falta de liberdade de expressão na mídia talvez seja o mais ingênuo, o mais equivocado e, dependendo de quem o levante, talvez seja o mais distorcido, neste caso propositalmente.
Ao que tudo consta,a obrigatoriedade do diploma não é algo unânime no mundo. Enquanto países como Haiti,Honduras,Bolívia,Chile,Colômbia,Cuba,Equador,Nicarágua e Venezuela mantêm a obrigatoriedade do mesmo,Estados Unidos e a Europa em sua maioria,não exigem o diploma para o exercício da profissão.O que fica explicito portanto,são as divergências existentes entre países subdesenvolvidos e países de primeiro mundo,no que concerne à exigência da formação acadêmica para ser jornalista.
Fica a questão: sendo o STF o maior órgão judiciário do país,estaria ele,querendo equiparar o Brasil às maiores potencias mundiais,ao tomar uma decisão desse cunho? O objetivo é a 'liberdade de expressão' ou a formação de 'cozinheiros'?
BOLO À MODA GILMAR MENDES
INGREDIENTES
100 g de interesses escusos
2/5 colheres de uma visão deturpada da realidade
1 pitada de falta de cultura
500 g de desvalorização profissional
8 colheres de ignorância
Falta de ética à gosto
MODO DE PREPARO
Bata todos os ingredientes no liquidificador.Coloque em um tribunal untado e leve ao forno.
Rende 8 juízes do STF e 80.000 jornalistas famintos!
Você gostaria de apresentar um telejornal?
Pois é, agora você pode! Sabe por quê? O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu no dia 17 de junho que o diploma para jornalismo não é mais necessário. Com uma goleada de 8 a 1, o gol de honra foi do ministro Marco Aurélio, o único a favor da manutenção do diploma jornalístico.
Este, implantado durante a ditadura militar, levou um cartão vermelho nessa quarta-feira. Os ministros defenderam a liberdade de expressão para todos os cidadãos, justificando que os 40 anos de obrigatoriedade reprimia as opiniões.
Para os estudantes, essa quebra da obrigatoriedade desvaloriza os anos de estudo superior. É claro, assim concorreremos com pessoas que não dominam a teoria que suamos para aprender (Ô, e como!). Além disso, a profissão foi comparada pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, com um chefe de cozinha (Vai uma notícia, aí?), “um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”, porém cada profissão têm suas características e seu público. (Que continue assim...).
" Penso que o jornalista ele deve ter uma formação que viabilize a atividade profissional que repercute na vida dos cidadãos em geral", foi assim que o ministro Marco Aurélio Mello defendeu nossos direitos perante o Supremo Tribunal. Nós, estudantes de jornalismo, agradecemos a sua tentativa =D .
Este, implantado durante a ditadura militar, levou um cartão vermelho nessa quarta-feira. Os ministros defenderam a liberdade de expressão para todos os cidadãos, justificando que os 40 anos de obrigatoriedade reprimia as opiniões.
Para os estudantes, essa quebra da obrigatoriedade desvaloriza os anos de estudo superior. É claro, assim concorreremos com pessoas que não dominam a teoria que suamos para aprender (Ô, e como!). Além disso, a profissão foi comparada pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, com um chefe de cozinha (Vai uma notícia, aí?), “um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”, porém cada profissão têm suas características e seu público. (Que continue assim...).
" Penso que o jornalista ele deve ter uma formação que viabilize a atividade profissional que repercute na vida dos cidadãos em geral", foi assim que o ministro Marco Aurélio Mello defendeu nossos direitos perante o Supremo Tribunal. Nós, estudantes de jornalismo, agradecemos a sua tentativa =D .
Dicotomia do Diploma
Na última quinta-feira (18), a decisão do Supremo Tribunal Federal em extinguir a obrigatoriedade do porte do diploma para exercer a profissão de jornalista dividiu opiniões entre as instituições midiáticas, profissionais, universitários, futuros estudantes da área e a sociedade geral.
Em nota divulgada pelo vice-presidente da Rede Globo maior conglomerado de comunicação do país, José Roberto Marinho, diz: “A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o diploma de jornalista é bem-vinda. Ela atesta como legal situação vivida por órgãos de imprensa, que, há anos, têm na sua equipe especialistas de outras áreas, com talento reconhecido, mas que não se formaram na profissão. A decisão do STF apenas ratifica uma prática que sempre foi nossa”.
Em contrapartida, a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) divulgou no site da Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ, esperar que as entidades de jornalismo, à frente da mesma, promovam gestões junto às lideranças do Congresso Nacional, para restabelecer aquilo que o Supremo Tribunal está sonegando à sociedade: um jornalismo feito com competência técnica e alto sentido cultural e ético.
Essa discussão permanecerá por muito tempo, o ministro das Comunicações Hélio Costa, afirmou que o Congresso Nacional deveria criar um projeto de lei exigindo a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão.
No Brasil existem brechas nas leis e pode ser que essa situação seja revertida, quem sabe até mesmo antes do final de nossa graduação e não será nada surpreendente. O STF discute questões genéricas e poderia passar a se preocupar com outras questões que envolvam a comunicação como à monopolização do poder da mídia nas mãos de grandes grupos, a exemplo da Rede Globo e da Folha de São Paulo, fato que ocorre no Brasil.
Em nota divulgada pelo vice-presidente da Rede Globo maior conglomerado de comunicação do país, José Roberto Marinho, diz: “A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o diploma de jornalista é bem-vinda. Ela atesta como legal situação vivida por órgãos de imprensa, que, há anos, têm na sua equipe especialistas de outras áreas, com talento reconhecido, mas que não se formaram na profissão. A decisão do STF apenas ratifica uma prática que sempre foi nossa”.
Em contrapartida, a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) divulgou no site da Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ, esperar que as entidades de jornalismo, à frente da mesma, promovam gestões junto às lideranças do Congresso Nacional, para restabelecer aquilo que o Supremo Tribunal está sonegando à sociedade: um jornalismo feito com competência técnica e alto sentido cultural e ético.
Essa discussão permanecerá por muito tempo, o ministro das Comunicações Hélio Costa, afirmou que o Congresso Nacional deveria criar um projeto de lei exigindo a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão.
No Brasil existem brechas nas leis e pode ser que essa situação seja revertida, quem sabe até mesmo antes do final de nossa graduação e não será nada surpreendente. O STF discute questões genéricas e poderia passar a se preocupar com outras questões que envolvam a comunicação como à monopolização do poder da mídia nas mãos de grandes grupos, a exemplo da Rede Globo e da Folha de São Paulo, fato que ocorre no Brasil.
O mês de junho trouxe uma notícia que causou grande polêmica entre os profissionais de jornalismo. É que o Supremo Tribunal Federal decidiu, em votação, pela não obrigatoriedade do diploma para a contratação de jornalistas.
As opiniões são diversas. A principal empresa de telecomunicações do Brasil (Organizações Globo) se manifestou favoravelmente à decisão do STF mesmo reconhecendo os cursos de Jornalismo como fundamentais e afirmando que continuará a buscar neles seus profissionais.
Já alguns estudantes de jornalismo de algumas instituições de ensino superior manisfestaram revolta, frustração e decepção. "A decisão desmerece a profissão, além de ser desanimadora para quem está se formando...” (Nara Boechat, 28 anos, 7º período da Facha); “O modo como o assunto está sendo retratado na mídia tem gerado confusão. (...) Na prática não vai mudar muita coisa, pois várias pessoas com outro diploma já cumprem a função social do jornalista. Além disso, tem muito estudante de jornalismo que não se torna um profissional qualificado.” (Laura Honorato, 21 anos, 7º período da UFF).
Para nós, a decisão tomada não deixa de incomodar. Porém, sabemos e concordamos que existem pessoas atuantes nessa área que são profissionais competentes e até melhores do que alguns formados.
Mas por que o jornalismo???
Por que outras áreas também não tiveram seus diplomas revogados?
Nossa revolta se dá por isso. Podemos estar equivocados, mas sabemos que, no passado, profissões muito importantes não exigiam diploma. Por que as parteiras, tão “experientes e essenciais” não podem, hoje, serem chamadas de médicas?
Mesmo que profissionais não formados sejam competentes, a formação acadêmica é importante. Essa decisão desmerece a “nossa” profissão, pois nos faz pensar que o Jornalismo não tem tanta importância como os outros cursos.
Portanto, não achamos que nossos quatro anos de curso vão ser jogados no lixo, mas sabemos que com isso teremos vantagens. Lutaremos pelos nossos direitos para sermos JORNALISTAS e não cozinheiros!
As opiniões são diversas. A principal empresa de telecomunicações do Brasil (Organizações Globo) se manifestou favoravelmente à decisão do STF mesmo reconhecendo os cursos de Jornalismo como fundamentais e afirmando que continuará a buscar neles seus profissionais.
Já alguns estudantes de jornalismo de algumas instituições de ensino superior manisfestaram revolta, frustração e decepção. "A decisão desmerece a profissão, além de ser desanimadora para quem está se formando...” (Nara Boechat, 28 anos, 7º período da Facha); “O modo como o assunto está sendo retratado na mídia tem gerado confusão. (...) Na prática não vai mudar muita coisa, pois várias pessoas com outro diploma já cumprem a função social do jornalista. Além disso, tem muito estudante de jornalismo que não se torna um profissional qualificado.” (Laura Honorato, 21 anos, 7º período da UFF).
Para nós, a decisão tomada não deixa de incomodar. Porém, sabemos e concordamos que existem pessoas atuantes nessa área que são profissionais competentes e até melhores do que alguns formados.
Mas por que o jornalismo???
Por que outras áreas também não tiveram seus diplomas revogados?
Nossa revolta se dá por isso. Podemos estar equivocados, mas sabemos que, no passado, profissões muito importantes não exigiam diploma. Por que as parteiras, tão “experientes e essenciais” não podem, hoje, serem chamadas de médicas?
Mesmo que profissionais não formados sejam competentes, a formação acadêmica é importante. Essa decisão desmerece a “nossa” profissão, pois nos faz pensar que o Jornalismo não tem tanta importância como os outros cursos.
Portanto, não achamos que nossos quatro anos de curso vão ser jogados no lixo, mas sabemos que com isso teremos vantagens. Lutaremos pelos nossos direitos para sermos JORNALISTAS e não cozinheiros!
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